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Dor persistente: por que a intensidade da dor nem sempre acompanha uma lesão?
Dor é real. Mas dor não é simplesmente uma medida de dano.
Essa distinção é fundamental para compreender a dor persistente.
Uma lesão pode produzir dor. Mas a intensidade da dor não é determinada exclusivamente pelo tamanho ou pela gravidade de uma lesão.
A experiência dolorosa envolve sistemas sensoriais, emocionais, cognitivos e contextuais.
O cérebro precisa interpretar informações
Quando recebemos sinais relacionados a uma possível ameaça ao organismo, o sistema nervoso precisa avaliar o que eles significam.
Experiências anteriores, contexto, atenção, expectativa e estado emocional podem influenciar essa avaliação.
Por isso, duas pessoas podem experimentar situações semelhantes de maneiras diferentes. E uma mesma pessoa também pode experimentar a mesma condição de formas diferentes dependendo do contexto.
Quando a dor persiste
Em algumas condições, a dor pode permanecer mesmo depois que a lesão inicial já cicatrizou ou quando não existe uma relação simples entre dano tecidual e intensidade da experiência.
Isso não significa que a dor seja imaginária. Significa que a experiência da dor é mais complexa do que uma simples leitura de tecidos lesionados.
O que pode ser trabalhado?
A abordagem da dor persistente pode envolver educação em dor, regulação, movimento gradual, atenção, expectativas, estratégias psicológicas e, quando necessário, acompanhamento médico e multiprofissional.
Na hipnoterapia, sugestões e exercícios de atenção e imaginação podem ser utilizados como ferramentas auxiliares para modificar determinados aspectos da experiência dolorosa.
O objetivo não é convencer alguém de que “a dor não existe”. É compreender como o sistema nervoso está participando da experiência e trabalhar maneiras seguras de modificar essa relação.
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Agendar uma sessãoEste conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação ou tratamento médico ou psicológico.
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